A Comiss?o Eletrotécnica Internacional (IEC) é uma das principais referências globais em padroniza??o no setor eletrotécnico. Suas normas de teste para módulos fotovoltaicos, como a IEC 61215, s?o amplamente adotadas na indústria solar, garantindo rigor técnico e confiabilidade. Com o avan?o acelerado do setor e o surgimento contínuo de novas tecnologias, a necessidade de métodos precisos para avaliar o desempenho dos módulos bifaciais torna-se cada vez mais crucial. Neste contexto, recorremos à base científica e às diretrizes da IEC para compreender e interpretar de forma criteriosa o desempenho desses módulos.
O que é a Bifacialidade?
Segundo a vers?o 2021 da IEC 61215, a bifacialidade, também chamada de fator bifacial, é a rela??o entre os par?metros elétricos das faces frontal e traseira de um módulo bifacial sob condi??es padr?o de teste (STC). Entre esses par?metros est?o o fator de bifacialidade da corrente de curto-circuito, da tens?o de circuito aberto e da potência máxima. No contexto técnico, o termo "bifacialidade" refere-se, geralmente, ao fator de bifacialidade da potência máxima.
O coeficiente bifacial, determinado em laboratório, mede a eficiência da gera??o de energia da face traseira em rela??o à frontal. Quanto maior esse coeficiente, mais próxima está a capacidade de gera??o da traseira em rela??o à frontal. No entanto, a análise isolada dos valores de bifacialidade pode ser pouco significativa sem considerar a potência de referência da face frontal.
As primeiras tecnologias BC ("Bifacial Cell") enfrentavam limita??es estruturais e desafios nos processos de fabrica??o, o que resultava em uma bifacialidade inferior a 50%. No entanto, após anos de pesquisa e desenvolvimento por empresas como a LONGi, a nova gera??o de módulos BC atingiu uma bifacialidade superior a 70%, aproximando-se dos índices observados em módulos TOPCon. Além disso, os módulos BC de segunda gera??o da LONGi alcan?aram avan?os expressivos na potência e eficiência da face frontal, superando os módulos TOPCon em mais de 30W.
Como Avaliar Cientificamente o Ganho da Face Traseira dos Módulos Bifaciais?
Para avaliar adequadamente a capacidade de gera??o de energia dos módulos bifaciais, é fundamental considerar n?o apenas a bifacialidade, mas também a irradi?ncia. A norma IEC 61215 estabelece um par?metro de referência denominado "Irradi?ncia Nominal Bifacial (BNPI)", que corresponde a uma irradi?ncia de 1000W/m? na face frontal e 135W/m? na face traseira, mantendo as demais condi??es de teste conforme os padr?es de condi??es de teste (STC). Os resultados obtidos sob essa condi??o refletem a irradi?ncia média na face traseira em ambientes típicos, garantindo que os par?metros nominais estejam alinhados com as condi??es reais de opera??o dos módulos.
Em resumo, a norma IEC considera a condi??o BNPI como representativa da maioria das aplica??es de módulos fotovoltaicos em nível do solo, sendo amplamente aceita na indústria. A seguir, s?o apresentados os dados dos testes do T?V S?D para os módulos BC de segunda gera??o da LONGi, bem como as especifica??es de um módulo TOPCon disponível no mercado. Ambos foram avaliados por institui??es de renome, e os testes mostram a potência máxima dos módulos quando submetidos à irradi?ncia BNPI.
Dados de testes do T?V S?D para os módulos BC de segunda gera??o da LONGi com 70% de bifacialidade.Ao comparar os módulos de ambas as tecnologias em seus níveis máximos de potência, um módulo TOPCon com potência nominal de 630W atinge uma potência combinada de 696W sob condi??es BNPI, enquanto um módulo BC de segunda gera??o da LONGi, com potência nominal de 660W, chega a 722W. Isso significa que, sob irradi?ncia idêntica, a potência total (frontal + traseira) do módulo BC supera a do TOPCon em 26W.

Além disso, a norma IEC define a "Irradi?ncia Padr?o Bifacial (BSI)" para avaliar a confiabilidade dos módulos bifaciais. Nesta condi??o, a face frontal recebe 1000W/m?, enquanto a traseira é exposta a 300W/m?, abrangendo a maioria dos cenários de aplica??o fotovoltaica. Sob esse critério, a potência combinada dos módulos TOPCon é de 781W, enquanto a dos módulos BC de segunda gera??o é de 798W. Ou seja, mesmo sob condi??es de irradi?ncia traseira elevada (30%), os módulos BC ainda superam os TOPCon em 17W, refor?ando sua superioridade em termos de gera??o de energia.

Uma avalia??o precisa da capacidade de gera??o dos módulos bifaciais é crucial para o avan?o sustentável da indústria solar. Seguir uma abordagem científica rigorosa, adotar normas reconhecidas e realizar análises com base em condi??es reais de opera??o s?o essenciais para refletir com precis?o o desempenho dos módulos fotovoltaicos, oferecendo uma base confiável para o desenvolvimento do setor.
Sobre a LONGi
Fundada em 2000, a LONGi está comprometida em ser a empresa líder em tecnologia solar do mundo, focando na cria??o de valor orientada pelo cliente para a transforma??o completa do cenário energético.
Sob sua miss?o de 'fazer o melhor uso da energia solar para construir um mundo sustentável', a LONGi se dedica à inova??o tecnológica e possui diversas frentes de atua??o, incluindo wafer monocristalino, células e módulos, solu??es solares para os setores comercial e industrial, solu??es em energia renovável e equipamentos para hidrogênio. A empresa fortalece constantemente sua capacidade de fornecer energia sustentável e, mais recentemente, expandiu sua atua??o para produtos e solu??es de hidrogênio verde, contribuindo para o avan?o da descarboniza??o global.?www.longi.com/br/